11/18/2015

Costas

Todo mundo que eu conheço tem dor nas costas.

As vezes mais. As vezes menos. Mas todas têm. Então eu nem me dei conta quando comecei a sentir as minhas. Na minha cabeça era natural, eu nem percebi.

Até que quinta feira, dia 29/11/2015 eu acordei com uma dor estranha. Era uma dor não quando se inclina pra frente ou pra trás, mas quando se dobra no meio, forçando ombro com ombro. E eu, como boa humana que sou, achei que fosse só um mal-jeito qualquer.

Até que sexta feira, dia 30/11/2015, em vez de melhorar, piorou. As vezes eu achava uma posição que não doia. As vezes só de respirar (e encher os pulmões) já ativava a dor. E fomos almoçar.

E cada engolida provocava duas ondas de dor. Eu quase conseguia sentir o bolo alimentar descendo pelo esôfago.

Pedi penico e fui no PS.

Meu maior medo era ser um caso precoce de herpes zoster. Minha mãe teve, e foi bem traumático. Corremos no neurologista depois do ortopedista não achar nada e olhar pra gente com cara de morte na família. Não foi legal. Não foi fácil. Doeu muito nela e em mim.

Mas aparentemente não havia evidências que fosse Zoster. Então não era. O médico do postinho me passou tandrilax. Cheguei em casa, tomei o remédio e um banho boqueta e fui deitar. Com o tempo a dor foi passando, e minha cabeça foi tirando a Zoster da lista de culpados. ~Graças a Deus~, pensei.

Isso nunca tinha acontecido comigo. E essa dor, nessa intensidade, eu nunca tinha sentido. Agora, depois de uma consulta, uma chapa, e outra consulta, estou tomando mais 30 dias de anti-inflamatório e analgésico. Mas a dor nas minhas costas voltou ao normal.

Adivinha o que o médico disse?

Em coro todos respondem: tem que emagrecer.

Só tem um problema. Não quero!

Não quero, mas também tenho medo de sentir dor de novo. E agradeço todos os dias pelo médico ter me proibido de fazer atividade física até eu emagrecer. Achei sensato e sábio. Mas o melhor é que casou com o que eu queria.

Agora estou vivendo um período de discussão interior sobre como vou lidar com mais essa pedra no caminho.

Não quero emagrecer. Não quero estar de volta num ambiente altamente gordofóbico (a blogsphera light) e não quero ser fitness. Mas também não quero sentir dor.

(é impressão minha ou o blogger parece mais empoeirado cada vez que eu logo aqui?)

10/09/2015

Pesando três digitos

Devo estar pesando atualmente uns 105 quilos. Talvez menos, mas ainda assim mais de cem.

E quer saber? Eu me sinto melhor hoje do que me sentia quando pesava 93kg e comecei todo o meu processo de auto conhecimento e emagrecimento e engorda.

Eu me olho no espelho e me vejo bonita. E não é que eu me veja bonita ~apesar de~ estar gorda. Eu só me vejo bonita!

Claro, tem dia que eu não tenho forças nem pra sair da cama, quanto mais para me olhar no espelho e me sentir bonita. Mas isso é o normal e saudável. O trabalho e o capitalismo sugam nossas forças, isso sim.

Mas, apesar de me sentir bonita, de me sentir bem emocionalmente, tenho uma dor no calcanhar e uma asia que me fazem pensar: gorda.

Será que não há meios de limparmos totalmente a gordofobia da nossa cabeça? Será que nem mesmo a coincidência dessa asia estar acontecendo sempre no mesmo periódo do mês e só depois de parar com o anti-concepcional fazem eu deixar de culpar a ~gordura~?

Eu me sinto muito mal de cair no mesmo buraco gordofóbico. E mesmo sabendo que eu ando estressada e que é muito mais provável eu morrer de câncer do que eu morrer de pressão alta ou cardiopatia, tenho tido uma falta de ar e penso: ~gorda~.

Será que se eu emagrecer, de novo, eu vou me sentir bem, de novo?

No meio desses pensamentos me lembrei que, ~apesar de~ estar ótima com minha barriga, eu ~curti~ o periodo que passei magra. Claro, muito provavelmente foi a sensação de tapa na cara da sociedade e nada além disso. E apesar de olhar aquelas fotos e não me reconhecer realmente, a sensação que sempre me lembro é a de agora eu posso descançar, já cumpri minha obrigação com a sociedade.

Esquisito. Porque, eu não me achava exatamente bonita ~magra~, me acho bem mais bonita ~gorda~, e ainda assim acho que devo algo a um ser inanimado e tortuoso:  a sociedade.

Aí  eu penso, OK, vamos emagrecer então. E duas coisas me vêm ao pensamento:
1. contar calorias
2. porque você come?

Contar calorias é o fim da picada e não é a solução definitiva. RA tão pouco. Hoje em dia tudo é RA e eu definitivamente estou de saco cheio de ouvir RA. Quer dizer que eu nunca mais poder comer linguiça é BOM? Quem separa o que é bom do que é mal? Cadê o juiz e o juri?

Porque você come?
Oras, porque eu tenho fome é gostoso e eu quero. Quando eu não quero eu não como. E quando é ruim eu só como se for por uma questão de saudabilidade (por exemplo, amo abobrinha mas odeio berinjela, tenho opção de não comer berinjela?)

Eu também como por lazer e tristeza. E, qual é o problema disso? Ou você acha que eu não vou ter fome quando estou me triste?

Quer dizer que tudo bem eu tomar um comprimidinho da felicidade e não tudo bem eu comer brigadeiro?

Quer dizer que tudo bem eu sair correndo para liberar endorfina mas comer torta não pode?

Ou será que gorda não pode ficar triste? Ou será que, só se a pessoa for gorda que ela tem que preferir correr no lugar de tomar um sorvete quando se sente triste?

Pois bem, eu ainda não decidi se tenho forças para encarar um médico que vai me olhar e ser gordofóbico comigo, em vez de me ajudar a achar uma provável má formação cardíaca. Mas se eu tiver forças de ir, só vou  regular minha alimentação com um único objetivo, que é melhorar possíveis taxas ruins.

Afinal, eu me vejo gorda no espelho e só consigo pensar em quanta felicidade eu vivi até chegar onde cheguei. Estou vivendo o periodo mais feliz da minha existência até agora e isso me engordou e além disso, foram momentos ótimos!


10/02/2015

Duster Hiperclean - espanador

Mais uma ferramenta para facilitar a limpeza da poeira que insiste em dividir a casa mas não o aluguel, o Duster da Hiperclean



Hiperclean, beijo me liga me mandar mais desse treco porque o meu tá acabando!

8/24/2015

Eletricidade Estática

Antes de continuar com a série sobre limpeza de casa. Quero fazer uma pausa para falar sobre eletricidade estática.

Lendo por aí (não me lembro exatamente onde) sobre mops e espanadores, achei uma pessoa que dizia não acreditar nessa história de eletrostática e eu não soube onde enfiar a minha cara de tanta vergolha alheia que eu senti.

8/07/2015

Arquivo X - vinte anos depois


Gente, como eu fui feliz com o Arquivo-X que passava na Recorzona velha de guerra. Passava de sexta a noite, acho que as 10h. Eu e minha mãe assistiamos juntas, e eu nunca perdia um episódio, e assistia mesmo os repetidos. Foi a única série que eu realmente amei.

Antes de seguir, pode conter spoilers, estou só deixando fluir.