Memorias de uma Gueixa - Minha impressao

Eu vou falar o que eu achei do livro. Se você não quer saber nada da história antes de chegar nesse ponto, então não leia nada além desse parágrafo! E tenho dito (não usarei subterfúgios para camuflar o texto)

TEM SPOILER


É uma história de uma menininha que é vendida pra uma casa de gueixas. As casas de gueixas são instituições que compram criancinhas para fazer delas gueixas. Quem não tem capacidade para virar uma, se transforma em uma empregada doméstica hard-core!

As gueixas são mostradas como mulheres que só servem para acompanhar homens ricos, alguns homens podem pagar para ter uma gueixa com exclusividade (e nesse caso, envolve sexo, é como se fosse um "marido" pra gueixa, mas ela é como se fosse uma "amante fixa" pro homem). Mas, na maior parte das vezes as gueixas são as responsáveis por conduzir as festas e reuniões de negócio. Elas ficam lá falando bobagens (de todos os tipo), fazendo joguinhos, cantando e dançando. Ou seja, são garotas bonitas para entreter os homens.

O livro deixa muito claro que as gueixas não são profissionais do sexo. Elas estão mais pra profissionais do entretenimento. Se uma gueixa decidir, ela pode fazer sexo com alguém. Mas ela é quem decide. Quer dizer. Ela pode decidir depois de perder a virgindade. Que é o único sexo realmente vendido.

Mas, me pareceu, que é uma cerimônia de passagem da vida infantil pra vida adulta. Da mesma forma que existem indiozinhos que enfiam a mão no formigueiro, e se sairem vivos, serão homens!

Pois bem. A menininha só se ferra. A mãe dela morre, ela é separa da irmã mais velha (essa sim, é vendida pra ser profissional do sexo). A dona da casa de gueixas trata ela mal, e a "gueixa -chefe" vive apurinhando a coitadinha.

No começo do livro, o autor diz que encontrou-se com a Sayuri quando ela era velhinha, e que ela tinha lhe contado a história, e que ele tinha gravado tudo. E blablabla. Ou seja, no começo do livro ele diz que a Sayuri existiu e é real.

Daí que a história vai passando. E a menina do livro vai contando com detalhes os quimonos que vai vendo. Até aí tudo bem, o livro se chama "memórias" e não "biografia". Assim, aceitei que uma velha pudesse contar detalhes de um quimono que tinha visto com 8 anos de idade proque, na verdade, era a imaginação dela que estava alí, e o que importa não é a cor do quimono, mas a impressõa que havia ficado nela.

Tudo bem. A menina é regeitada a certa altura do livro, ela não mais poderá frequentar as aulas (porque tentou fugir) e terá que ser empregada doméstica sub-escrava-hard-core. Até que um dia ela (agora com 14 anos) encontra O Presidente! E decide que vai fazer de tudo para virar uma gueixa para poder ficar do lado Do Presidente.

De repente a sorte dela muda, Mahema (A gueixa fodona da cidade) chega e  diz que vai cuidar de ensinar a arte toda pra ela.

Estudo vai, estudo vem, Sayuri conhece um artista, muito famoso, que tem um nome japones do tipo Subiro Nakombi ou Mijaro Nomuro, sei lá! Sei que vou procurar por ele no Google e não aparece nada! Afinal, ele havia pintado a Sayuri um dia lá e eu queria ver. Não era um pintor famoso? Não achei nada! Mas tudo bem, é porque era do Japão pré segunda guerra!

Mas, alguma coisa estava errada. Muitos detalhes, falta de referências. Aquilo não parecia memórias (at all). Mas a história é linda e super envolvente! E quando digo super, eu quero dizer SUPER.

As coisas vão acontecendo, e a Sayuhi se mostra cada vez mais apaixonada Pelo Presidente. E só quer saber de armar estratégias para vê-lo. Mas, o sócio dele tem uma queda forte por ela.

O cara realmente parecia gostar (do tipo amar) ela! E ela só preocupada com O Presidente. Até chegou a manchar sua reputação para não ter que "casar" com o sócio, acabando assim com a chance de "casar" com O Presidente.

Até que, depois de tudo terminado, da Sayuhi estar se achando o churumen do caminhão do lixo, O Presidente chega, fala que ama ela, beija ela ternamente, e diz que, tudo na vida dela tinha sido conseguido por ele, porque desde aquele encontro, ele tinha se apaixonado por ela, e os sininhos tocam, e o céu se abre e Deus (em sua infinita bondade) diz "bem aventurados aqueles que acreditam em contos de fadas, porque deles será o reino dos céus), e os querubins cantam cânticos!

E eu penso, peraí! Isso não é vida real nem aqui nem no Japão! Se liga e acorda mulequa tonta!

O Presidente se torna "marido" (danna)  da Sayuri, leva ela pra morar em Nova Iorque, tem um filho com ela, e todos (TODOS) vivem felizes para sempre, amém!

Nisso o livro acaba.

Nisso, tem aquele "prefácio" que é depois do livro e deveria chamar "posfácio" mas eu não sei o nome.

E o autor conta assim: Sua tonta! Enganei você! Isso é uma história de ficcão que eu criei pra contar pras criancinhas.

E eu fiquei frustrada. Porque NUNCA O Presidente teria ficado com a Sayuri na vida real! E a Sayuri NUNCA teria feito o que fez pra não precisar casar com o sócio Do Presidente. Porque na vida real, as coisas são diferentes!

E eu fiquei frustrada, porque o autor me enganou! Eu realmente achei que fosse um livro de memórias, não porque eu achei, mas porque no começo ele fala que é!




Mas, valeu a pena cada parágrafo, porque o livro é realmente muito bom e muito delicioso!

=D

Comentários

  1. Ahhhh qu pena, mas é uma delicia ler um livro que nos deixa assim, um que eu até chorei no final foi Luciola, na verdade a gente fica boba porque somos romanticas e com isso ficamos emocionadas com essas histórias. Bjos.

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  2. Ah menina, pelo menos existe na ficção, vale a pena pensar que a história foi real, pelo menos uma...
    Bjos

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