8/16/2011

A vida anda pra frente

Tenho uma postagem enorme engatilhada, mas ela não é legal. É chata. Então estou enrolando pra colocá-la.

Resumidamente, minha consulta com a médica só confirmou o que eu já sabia. Meu câncer é "banal" e o que eu preciso agora é passar protetor, voltar daqui a 6 meses e fazer acompanhamento para pegar o próximo, se esse aparecer, baixa probabilidade.

É isso que eu vou fazer. Além da cauterização da "feridinha" que me acharam.... Mas o que eu quero mesmo, e estou super ansiosa, é aproveitar cada centímetro quadrado do Lindinho, da minha casinha, da minha vida! Quero aproveitar cada suspiro.

Sabe, a vida está aí. Nínguem sabe por quanto tempo. Eu tô com um sentimento de velha, de caquética que precisa ficar indo no médico a cada meia hora. Assim, pior que minha avó. Mas, sabe? Inventaram o remédio de dor que é pra nínguem mais ter dor nessa vida! Entendeu? O remédio de dor não é pra te lembrar da dor, mas pra te fazer esquecer dela.

Eu estou gorda (graças a deus) e tenho comido tudo o que eu gosto, e tenho feito minhas estripulias na minha cozinha que é a cozinha mais linda do mundo inteirinho! E eu estou amando muito tudo isso.

Mas, ainda tenho uma vontadinha aqui dentro me dizendo pra emagrecer. Sabe aquela vozinha que dissipa quando a TV está ligada e a louça está pra lavar? Mas que aparece de sábado de manhã quando você poderia estar andando no parque?

A menina de 17 anos morreu esses dias mesmo, com um carrinho de parque fuleira na cabeça. Ela não tinha câncer. Então porque é que eu vou disperdiçar algum minuto da minha vida com pensamentos chatos? (apesar de saber disso, ainda têm uma nuvenzinha pairando aqui na minha cabeça. mas acredito que um dia ou outro ela de desmanche)

Um comentário:

  1. É isso aí, Gô! Gostei de ver! Esse último parágrafo resume tudo, pois não adianta ficar remoendo: o que tiver que ser, será. Eu tomo remédio pra caramba por causa das minhas dores (4 por dia, atualmente) e teve uma época que ficava me lamentando por isso, deprê, e tal. Mas depois, pensei como vc: tem gente que tá aí, às vezes pior, e vivendo intensamente... ou então, bonzinho, sem dor nenhuma, e não faz nada de útil! Daí, parei de reclamar e fui viver, que é bem melhor, né não? Bjos!

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