parte 2

E, no post passado, tivemos a comprovação científica de como a pressão social é real.

Eu sou uma pessoa sem amor e egoísta porque não quero ter filhos. É praticamente um sacrilégio eu ser saudável e não procriar.

Os motivos apresentados anteriormente são só os mais contundentes e racionais para não se ter um filho. Ele tomaria tempo e dinheiro. Mas há diversos outros motivos que pairam como fantasmas no meu raciocínio lógico. E apesar disso, milhares de mulheres escolhem e até lutam para ter seus filhos.

Se eu fico grávida hoje, eu vou ter que arrumar um cantinho no quarto do pânico, arrumar uma caixa de papelão e colocar meu picurrucho lá dentro. Deitado do lado da minha cama, na caixa de papelão.

Depois que eu sair da licença maternidade, eu iria pro trabalho as 7h da manhã, para voltar as 7h da noite (quando o transito está legal). Nesse meio tempo eu faço o que com uma criança? Existe creche de 12 horas ininterruptas? E se a rodovia parar (e isso acontece sempre), quem vai ficar com o bambino a meia hora extra? E quanto custaria essa creche? Eu teria como pagar?

Tá, eu posso abrir mão da minha profissão, da minha independência financeira (e de parte de quem eu sou) porque amo muito meu filho. Só que daí nós só vamos comer arroz com macarrão (não do grano duro) porque só com o salário do meu marido não dá para mais do que isso (quando o tomate estiver na promoção eu posso fazer um molho de tomate, mas sem azeite, só com óleo de soja mesmo). E nem pense em escola particular, vai ter que ir na rede pública mesmo, e presente só no nata (só para a criança, porque eu amo muito meu filho. Meu marido esqueça, não vai poder comprar nem mais um pente de memória extra pro seu PC, filho em primeiro lugar)

E se a roda gira e eu tenho um filho com qualquer problema? Eu seria capaz de ser mãe de um menino com síndrome de down? E de uma linda menininha de olhos azuis e paralisia cerebral? Eu seria capaz de aguentar o tranco? Eu, que já quase pirei na batatinha só por ser uma noiva com o braço quebrado. *EU* seria? Porque eu sei que tem milhares de mulheres no mundo que conseguiram, mas e *eu*?

Então a roda gira e meu filho é lindo, perfeito, saudável e educado. Com 15 anos resolve virar drogado. Eu seria capaz de suportar? Eu teria coragem de meter-lhe uma bala na cabeça como já fizeram pais para os quais não havia outra escapatória?

São tantas as coisas que podem acontecer. São tantas variáveis. Que eu não entendo como uma mulher pode não pensar nessas coisas todas antes de engravidar.

Claro, você pode deixar de pensar em todas as coisas ruins e só achar que filho é uma benção. Mas filho não é responsabilidade de Deus, é SUA. Claro que Deus pode te ajudar a conseguir o que vocês precisam, mas a responsabilidade ainda será sua.

E eu não consigo encontrar nenhum motivo (não precisa ser bom motivo) além do "porque eu quero ser mãe", ou "porque eu tenho um forte desejo de ser mãe". Para mim isso sim é ser egoísta. Porque uma criança nova no mundo já entra nele em desvantagem, mesmo sendo saudável e perfeita. Já entra tendo que estudar feito um louco para, quem sabe, daqui a 20 anos conseguir um emprego razoável.

Eu quis ter essa discussão aqui, (apesar de nunca entrar em detalhes com as pessoas, porque eu já sei que vai vir esse papinho de não ser completazZZZZZZZZZZ) porque eu sei que têm pessoas inteligentes que me acompanham, e essas pessoas dariam suas opiniões sinceras e inteligentes. 

Porque, na verdade, essa questão da maternidade ainda é mais uma dúvida do que uma certeza na minha cabeça. Claro que vai, também, ter aquela pessoa que vai parar de ler lá na parte em que eu xingo, não vai entender nada, e vai deixar outro comentário falando que eu sou uma árvore seca-blablabla. E não vai acrescentar em nada ao meu dilema.

Porque, o que me deixa confusa, não são as pessoas idiotas que têm seus filhos para mostrar para as amigas e vizinhas (vide facebook). Nem as espertas que têm seus filhos para garantir um vínculo com um homem de poder/dinheiro. Mas as pessoas inteligentes que, apesar de todos os questionamentos, ainda acharam que é melhor gastar dinheiro, gastar tempo, estirpar um pedaço de sí mesma, só para ter um filho do qual não há a mínima certeza de retorno.

O que é que elas viram que eu não vejo?

E para finalizar, deixo uma citação que não precisa de apresentação:

"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria"
(DE MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - MACHADO DE ASSIS)

- e assim, finalizo minha tréplica, e deixo espaço para a tréplica de quem quer que seja-

Comentários

  1. Rsrsrs, amiga, a-do-rei seu post!! Concordando ou não com vc, achei divertido ler! Ri muito!! Aliás, quando a gente se sente ofendida com uma OPINIÃO alheia, é porque não tem essa situação resolvida dentro de si. Gente, cadê a democracia e a liberdade de expressão, hein? Alguém sabe o que é isso?? hahaha. Não existe certo ou errado nessa vida, pelamordedeus. "Ter uma opinião" não significa "estou ofendendo você". Eu tenho minha espiritualidade definida e hoje tenho uma visão diferente da que vc expôs no post de hoje, mas isso não quer dizer que estou certa e vc errada ou vice versa. Bjs!!! Cris

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  2. Caralhoooo, ops desculpa o palavrão, esse post parece escrito por mim.... tenho vontade e não tenho de ser mãe sobre a parte que escreveu de ter um filho doente eu me pego pensando nisso....apesar de estar só 4meses casada, estou a 7anos com meu esposo e sou cobrada a todo momento por ele e pela familia dele pra ser mãe;;;
    me pego nos mesmos pontos que relatou no post acima, com quem deixar? deixar de trabalhar? e minhas saidinhas com amigos? e dormir até mais tarde? e meu dinheiro das roupas? e a facul que fiz? e se não vir saudavel...
    ....meu esposo acha que sou egoista, ele me disse isso!!
    mas tem horas que tenho vontade de ser mãe, kkkk
    cabeça doida
    enfim vamos ver o que tempo dirá, mas ja fico feliz em não ser uma ET e ter mais gente que pensa como eu.
    bjão, belo post

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  3. Sabe o que eu acho?! Se você não quer ser mãe, não seja e ponto. Esse negócio de ter que ficar se justificando é um saco e perda de tempo. As pessoas nunca vão mudar de opinião e nem você, não é? Então deixa pra lá. Eu sempre quis ter filho, sempre. Tô casada há um ano mas quero esperar, pelo menos, uns 5 anos. Porque penso exatamente como você: tem dinheiro, tem com quem deixar, tem tudo isso para pensar e não quero fazer de forma leviana como a maioria hoje em dia faz. Tem filho, deixa com a mãe e vai curtir a vida. Isso não é ser mãe. Mas enfim, não se estressa com os comentários, não! Beijinhos

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  4. Eu iria comentar o post anterior, mas acabei me arrependendo. Só acho uma coisa: se você não quer ter filho(s), não quer e pronto, não perca tempo arrumando argumentos tentando convencer ninguém...
    Só não seja tão trágica né? nem sempre o pior acontec conosco e com os filhos, mas uma coisa é certa, não tem devolução e nem botão liga/desliga....
    Tive dois filhos com diferença de 1 ano e dois meses entre eles. Quando estavam com 2 e 3 anos, um senhor da igreja me perguntou quando viriam os próximos... eu respondi que nunca. Ele quis me repreender dizendo que filho é benção de Deus e não poderíamos rejeitar. Eu disse que sabia, mas se não os fizesse, não os teria, e arrematei perguntando se ele me ajudaria a cuidar dado tanto interesse no assunto... NUNCA MAIS !!!! e até hoje eu me mato de rir com essa história

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  5. Você foi nua e crua na exposição da sua opinião. Logo, atraiu opiniões nuas e cruas.

    Essa coisa de querer ou não ter filhos, é uma coisa muito pessoal. A sua visão sobre a maternidade é diferente da minha. A minha visão não é aquela de um mar de rosas, onde tudo é perfeito e eu sou melhor que os demais por poder parir. Mas não vejo por um lado muito negativo, onde eu seja egoísta ou irresponsável por ter um filho.

    Não posso julgar a tua opinião tendo como base o que EU penso sobre o assunto, porque somos diferentes, temos vidas diferentes, moramos em lugares diferentes, tudo é diferente, e absolutamente tudo contribui para que nossas opiniões sejam assim.

    Não acho que você precise ficar se justificando. É sua opinião, e um direito teu tê-la e expô-la. Claro, sempre existem pessoas que reagem agressivamente até, mas sabemos que muito assuntos são um tabu, e a maternidade é um deles, sem dúvidas. Mexer com a maternidade é cutucar um vespeiro cheio de abelhas rainhas, hahahaha!

    Então fica tranquila!

    Beijão!

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  6. Ai que emoção ler esse post ! O mundo não tá perdido ...

    Meu coração nesse momento é todo seu, moça-árvore-seca:
    <3

    Bjs
    Gabi
    mulherpneu

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  7. OI, é a primeira vez que entro no seu blog e adorei o post! Concordo com vc, existe uma pressão ridícula pra que tenhamos filhos depois do casamento. Vc já reparou que nós mulheres nunca estamos livres da opinião alheia sobre nossos úteros? Se vc é solteira, é considerada puta se engravidar, se abortar, é praticamente o demônio encarnado, e depois que casar é uma egoísta sem sentimentos se não quiser ter filhos. Um saco!!! Parabéns pelo post!

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  8. Você falou uma coisa que é o ponto-chave: raciocínio lógico! As pessoas tendem a pensar com o coração e deixar a razão totalmente de lado! Nem tudo são flores, um bebê é lindo e tal, mas o buraco é bemmmmmmmmmmm mais embaixo... E é simplesmente absurdo uma pessoa não ter o direito de querer ou não ter filhos!!! Beijos!!!

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  9. Por um momento achei que fui EU que escrevi esses textos e que por um problema de memória postei em blog errado e me esqueci disso.
    :)
    Menina, é exatamente como penso!
    Ser mãe é opção é não obrigação.
    Vejo que as pessoas (principalmente as mulheres) me veem como um ET, daqueles bem ruins, tipo Alien, sabe?
    Nunca tive o tal instinto maternal, nunca me derreti perto de crianças (nem por isso eu belisco), nunca me vi mãe e exatamente por todos os motivos que vc citou. Não tenho mais minha mãe, nem sogra. Como eu poderia me virar sozinha? Se a creche (maternal, sei lá) me liga no trabalho que a criança está com febre, o que faço? Peço a conta, pq no meu trabalho o regime é militar. Admiro quem abraça essa causa, mas não invejo. Vejo o que amigas minhas passam com os filhos, vejo o que meu marido passa com os dele (tem dois do primeiro casamento). Filho não é sinônimo de segurança na velhice, tenho casos na família de pessoas que estão no asilo e tem filhos.
    Sinto que mtas vezes fico de lado, pq a maioria dos meus amigos tem filhos pequenos e eles preferem sair com quem tem tb. Essa é a parte chata, é o ônus de ser "anormal" e não acompanhar a correnteza.
    O ano retrasado passei mto mal, fui pro hospital e o médico suspeitou de gravidez. Eu tremia tanto, meu queixo batia tanto que eu não conseguia conversar. Fiquei em choque, não dormi a noite toda e na manhã seguinte fui fazer exame de sangue. Depois disso, pedi pro meu marido operar.
    Estou te seguindo, me visita!
    http://madamelight.blogspot.com/
    Bjs!

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  10. Oi, cheguei aqui vindo de outro lugar e concordo tanto, mas tanto com você. Não sou casada, não tenho um relacionamento no momento, mas nunca pensei em ter filhos meus e já pensei que gostaria de adotar um, já grandinho e com noção do que acontece.

    E agora com a notícia do filho que matou a mãe forjando um assalto porque ela pegava no pé dele.... é animador!!

    Parabéns!!!

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  11. Oi Gô! Esse assunto é mesmo um pouco polêmico e dá o que falar, né? Por isso, achei melhor te responder com um post lá no meu blog, rsrs. Passa lá depois... Bjs!

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Oi! Acho complicado a questão do julgamento, alias, dos julgamentos, o eu estou certa, vc está errada.
    Da mesma forma que para mim, alguns argumentos seus não sejam a minha forma de pensar ( relaxe, eu entendo vc, e aceito, ainda q possa discordar ;) ) tenho certeza de que mtos dos meus, tbm não são para vc. Tudo é uma questão de ponto de vista, de realidade. E realmente acho, de que se vc pesa tanto o que é bom pra sua vida e para o todo, vc está certissima de não ter filhos. Não acho q filhos seja para todo mundo ( não estou dizendo aqui, q vc não tem vocação,meios, direito ou qualquer outra coisa), não acho q uma mulher por não poder ou não querer ter filhos, é menos mulher por isso, vi mtas amigas minhas desistirem de serem mães com o tempo. Por escolha, necessidade, por pesar as coisas, como vc, e por outros motivos diversos.
    Acho q a questão principal é que nem vc é egoista, nem quem decidi ser mãe, por sonhar ser mãe.
    Acho natural as pessoas acharem q vão estar deixando sua continuação pelo mundo(entendo tbm, q as pessoas podem deixar sua continuação através de seu trabalho...).
    Mas cada pessoa é única, e vc tem todo o direito, e deve pesar mesmo no q é melhor PRA VOCÊ.
    Acho que pra saber o q vc sente, o pq da sua decisão,não é uma questão de ter lógica ou não, e sim de estar na sua situação, viver o q vc viveu, q certamente formou sua opnião.
    EU, não penso em ter filhos no momento, não sei lhe dizer se penso ou até se serei capaz de gerar filhos no futuro.
    Meus motivos para não ter filhos hj? Simples, não abriria mão da minha vida por uma criança. Sou menos humana por isso? sou menos mulher por isso? não.
    Sou apenas uma pessoa, q não quer destruir sonhos, para ter uma criança, por mais alegrias q ela possa até me trazer. Não iria poder proporcionar a ela, nem a mim, nada do que gostaria. Então, entenda, em meu comentário, não julgo vc, não quer dizer, que concorde com vc, de que filhos seriam a pior coisa do mundo. Apenas não acho q eles são pra todo mundo, e olha, qndo digo q não são pra todo mundo, digo q não acho q sejam para pessoas q só exibem os filhos como bonequinhos.
    Então, admiro sua forma de pensar, acho q não foram suas ideias q deixaram as pessoas perplexas e sim a forma como vc falou. No primeiro post, eu tbm achei pesado seus comentários, mas realmente entendi o q vc queria dizer, e acho q vc está certa.
    Pq como todo projeto, filhos podem dar errado, mto errado, eles só vem com o fator: não pode devolver, e os danos de fato, podem ser maiores.
    Seja na maternidade ou não, boa sorte em seus projetos! :)

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  14. Gô,
    eu entendo a tua raiva, é um saco passar a vida a ouvir gente a cobrar um comportamento supostamente "normal". Quando à ideia de que quem não quer ter filhos é porque é incapaz de amar... ah, vai te catar, né? Eu nunca tive vontade de ser mãe. Nunca. Dos 25 aos 30 começaram a perguntar "quando é que vais ter filhos?", dos 30 ao 35 "tens de te apressar", a partir dos 35 "é agora ou nunca". Pronto, fiz 40 anos, já me deixam mais em paz... :D
    A vantagem de viver em Portugal é que a nossa natalidade é muito baixa, logo,não ter filhos ou ter apenas um é muito normal. E ter filhos antes dos 25 é considerado estupidez pura. Antes dos 20, então, o povo tem vontade de bater :D Mas por incrível que pareça, recebo mais críticas de amigas/vizinhas brasileira do que de portuguesas. Perguntam de cara porque é que eu nunca tive um filho, se já engravidei, coisa considerada de muito mau gosto por nós, tugas :) eu não levo a mal, 90% das brasileiras que conheço teve dois ou 3 filhos antes dos 30, coisa aqui reservada pra duas classes específicas: ricas que nunca trabalharam e pobres bem pobres que resolvem ser ainda mais pobres se enchendo de filhos e vivendo de subsídio do governo. Enfim, sei que é normal aí haver mais pressão, por isso já sabe: se a crise aqui der uma volta, vem pra cá que ninguém te chateia com conversa de árvore seca :D beijo da Papoila!

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  15. A única decisão consciente é a de não ser mãe. Ser mãe não se escolhe, acontece. Pouquissimas mulheres, ou casais, planejam o aumento familiar. Um dia vc está lá muito bem e se descobre grávida. A decisão de prosseguir ou não uma gravidez já está posicionada na vida da maioria das mulheres ( ok, salvo aquelas tragédias, crianças grávidas...mas enfim, generalizo dizendo que todo mundo já sabe se ao encontrar-se grávida continua grávida ou não :D) e então a barriga cresce, a novidade da gravidez ocupa todo tempo e vira pauta de todas as conversas assim como todas as outras novidades viram.

    A gente acaba se acostumando, e ter um serzinho dentro da barriga se mexendo deve ser muito legal mesmo que à alguns meses antes da tal barriga nem admitia-se a possibilidade de gostar disso. A criança cresce, existe vínculo, impossível não haver, criamos vínculos com gatos e cachorros, com alguma coisa que sai dentro da gente não tem como não amar. E então um dia passamos a não entender como é que se viveu até aquele momento sem aquela criança. Nossos sapatos agora são sem salto, metade do box é xampu infantil e a assinatura da TV baseia-se em quantos canais infantis elas oferecem. Isso não é planejado, acontece.

    E olha que eu não falo com propriedade, não tenho filhos e só tenho meia posse de uma vira-latas.

    Não ser mãe é encerrar muitas conversas informais: " e vc, tem filhos?" " Não, nunca tive". É pesado, sai como um sussurro, quase uma infração, um crime.

    Muito mais fácil planejar uma vida sem ter filhos. Não existe o fator surpresa, quase tudo depende de nossos próprios méritos e realizações.

    Nem vou entrar na questão da grana. Famílias inteiras sobrevivem com menos de um salário mínimo. Claro que a questão não é sobrevivência e sim desfrutar e poder contar com um bom vinho aos finais de semana de inverno, mas enfim, nos adaptamos. A questão financeira só é argumento quando pra não ter, e eu acho que ela se nivela no mesmo tipo de coisa das mães e pais quando dizem que 'nada se compara a um abraço e sorriso de uma criança'.

    E tmb, poxa vida... o mundo tá uma merda, tá tudo caro, sujo, violento. Isso me pesa muito. Egoísmo supremo gerar uma criança só pra ter quem carregue as minhas sacolas no final da vida.

    Se eu pretendo ter filhos? Não sei. Não faço a mínima idéia. Nem se meu dia tivesse 72h eu conseguiria realizar tudo que pretendo em tempo hábil para ainda assim, ter idade para ser mãe sem ter cara de avó, pq se é pra fazer, que fique bem feito. Pique a gente tem até uns 50 anos para iniciar grandes projetos e muito antes disso já passou o prazo pra iniciar uma família...e como é bem provável que acidente de uma gravidez indesejada eu jamais teria, digo que compartilho da tua 'quase dor' com as caras das pessoas quando, indo contra a maré, também encerro um assunto ao dizer: não quero ter filhos.

    E lá vamos nós...

    Bjbj.

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