O que e o blog para mim

Essa semana eu descobri umas coisas.


Descobri porque é que eu não me sinto mais tão a vontade para escrever o que quer que seja aqui.

Descobri que, quando meu blog começou, lá em 2007, a minha audiência era tal que fazia todo sentido escrever o que eu escrevia. Lá em 2007 tudo era diferente, tanto na blogsfera light quanto na própria internet

Eu era diferente. Eu passei um grande período só me dedicando ao mestrado, e portanto não tinha horário certo para trabalhar (trabalhava todos os horários).

E, apesar de tudo a minha volta e dentro de mim ter mudado de lá para cá, eu ainda achava que o conteúdo do meu blog deveria ser diferente.

Essa semana descobri que não. Tudo pode ser diferente.

Lá no começo, meu blog me ajudou porque registrou o meu emagrecimento. Hoje, preciso de foco na minha vida.

Passei algumas semanas sem fazer nada. Em partes porque meu serviço anda consumindo de mais de mim, em partes porque as vezes quero simplesmente não fazer nada. Em partes porque não sei que caminho seguir.

1. Meu emprego. 

Depois que O Chefe Mais Maravilhoso do Mundo saiu, fiquei carente de chefe. Triste. Desenchabida. Meu chefe novo é um chefe ausente. Ele não me lidera, ele me deixa solta.

Além da crise do chefe ausente eu fui otimamente classificada nos dois últimos anos (o que se diz ser uma coisa excepcionalmente rara) e estou com processo de pedido de promoção desde o começo do ano. E isso me arrasa, porque se ser classificada tão bem é algo tão raro, o mínimo que eu esperaria de recompensa é que eu seja promovida!

No mais, amo meu trabalho e apesar de estar passando uma fase meio punk, ainda o amo

2. Meu mestrado

Depois de pedir para sair 2 vezes, e ter o pedido negado, eu não sei o que fazer. Não tenho vontade de terminar nada, e não sei como sair disso.

Dizem que orientadores também se aposentam. Talvez essa seja uma opção.

Porém, decidi que essa semana eu vou passar 5 horas (ao longo da semana) trabalhando no código (é, a ilustríssima orientadora resolveu mudar tudo de lugar)

3. Minha saúde

Eu tô bem. Não tenho do que reclamar. Mas sei bem lá no fundo do meu coração que em setembro, quando eu voltar na ginecologista para mais uma consulta de rotina ela vai brigar comigo por conta do meu peso.

Foram 10 quilos ano passado, e foram mais 10 esse ano. 20 quilos engordados depois do casamento.

Apesar de eu não me importar tanto quanto a sociedade gostaria com o tamanho da minha barriga, ando me preocupando com minha saúde a longo prazo. Tenho minha mãe para servir de reflexo do que eu serei no futuro, então não é difícil.

Eu ainda não estou 100% disposta a começar tudo de novo na coisa de dieta, exercício, e tudo isso. Contar calorias nem pensar que é uma chatice!

Por outro lado. Eu não quero ter problemas de locomoção causados pela obesidade quando eu for velha. Nem pressão alta. Nem dor no calcanhar. Nem nada disso.

E a gente sempre pode parar de comer queijo para comer chuchu, né?

4. Meu casamento e minha casa

A gente sempre pode melhorar o jeito como limpa o vaso sanitário, né? Mas a minha vida vai muito bem obrigada, não quero mudar nadinha, o subaco do excelentíssimo senhor meu marido ainda é o melhor lugar do mundo. (e minha casa não está limpa, mas minha lava louças é uma beleza!)



Então, conclusão eu não tenho nenhuma. Está brotando em mim algumas idéias, e uma vontade de emagrecer denovo. Só não sei como. Vou tocando daqui.

O gatinho aí de cima é pegadinha do malandro

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